Indolente no dicionário português significa apático, indiferente, descuidado.
Neste blog, que por sinal é minha primeira experiência deste tipo, escreverei sobre assuntos controversos que muita gente desconhece, não se importa ou faz questão de defender o lado ruim porque tem algum benefício ao fazer isso.
Aliás, muitos humanos são motivados unicamente para obter benefícios. Alguns chegam a lembrar bactérias que procuram extrair o máximo de alimento ou energia do seu redor sem perceber que o lugar onde vivem é finito assim como os recursos disponíveis. Chegam a um ponto que consomem tudo e logo depois morrem de fome.
Nem poderia classificar tais humanos como animais porque existem muitos animais e até insetos que, em sua conhecida irracionalidade, guardam alimentos ou desenvolvem eco sistemas produtivos que asseguram o sustento em momentos difíceis.
Para muitas pessoas o que importa é o benefício imediato que algum produto ou ação pode trazer, sem pensar nas consequências.
Tudo, absolutamente tudo, tem um custo que deve ser pago por alguém em algum momento do futuro próximo ou distante.
Importante: não confundir custo com preço. Preço é o que se paga usando uma moeda cujo valor é estabelecido por convenções humanas. Custo é a quantidade de alguma coisa que se deve dar em troca de outra.
Dizem que latas de alumínio são recicláveis e por isso são boas para o ambiente. Sabem quanto o alumínio realmente custa?
Para fabricar 1Kg de alumínio é necessário 15KWh de energia. Para reciclar o mesmo peso de alumínio gasta-se cerca de 0,8KWh de energia. Isso parece bom, porém se usarmos vidro em vez de alumínio o custo para o ambiente é muito menor: 1Kg de vidro precisa de apenas 1,25KWh de energia para ser fabricado e de 0,14KWh para ser reciclado.
Considerando uma proporção de 20% de material fabricado e 80% de reciclado temos uma relação de custo de 10 vezes entre vidro e alumínio.
Em 2004 somente as fábricas de processamento de alumínio consumiram 6,4% de toda a energia produzida no Brasil.
Se apenas 50% dos vasilhames de alumínio (como latas de refrigerante e cervejas) fossem substituídos por vidro o gasto de energia no Brasil para processar alumínio cairia para 3,8%. Seria uma economia de 60% em apenas um setor.
Claro que usar vidro tem desvantagens logísticas. As latas de alumínio ocupam menos espaço, são mais leves e são menos frágeis. O custo do espaço de armazenamento e do transporte seria maior o que tornaria o produto final um pouco mais caro, talvez alguns centavos a mais.
Então, nesta minha primeira postagem pergunto: os indolentes humanos estariam dispostos a pagar uns centavos a mais e gastar mais espaço para guardar suas garrafas em troca de menos danos ao ambiente causados pelo aumento da planta de geração de energia no país? Ou preferem a comodidade de empilhar muitas latas de cerveja na geladeira sem precisar pensar no custo disso?
Apesar do evidente benefício a longo prazo de usar garrafas de vidro em vez de alumínio o mundo todo faz propaganda favorável ao alumínio.
Quem ganha com a produção de alumínio no Brasil e no mundo?
Algumas fontes:
http://www.slideshare.net/deboraquimica1/vidros-origem-fabricao-aplicao-e-reciclagem-7286051
http://aluminio.wordpress.com/impactos-e-remediacoes/consumo-de-energia/
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