Por trás de um lobby assustadoramente complexo ou simplesmente aproveitando a ignorância das pessoas algumas empresas (e governos) riem de uma das mais novas idiotices no mercado: lâmpada fluorecente compacta - LFC.
Estas empresas unidas a uma mídia de inteligência medíocre conseguiu até proibir as lâmpadas incandescentes, não só neste nosso Brasil dos absurdos como nos países ditos de primeiro mundo ou muito desenvolvidos. Mais ainda, um sem número de "pesquisadores e cientistas" apoiam isso.
Antes de mencionar as burrices técnicas por trás das lâmpadas compactas existe um alerta: proibir um produto de ser comercializado cabe apenas quando o produto oferece risco à saúde pública. Uma lâmpada incandescente não polui por si. Seus componentes químicos são inertes e não causam danos na natureza ou riscos à saúde. Estas lâmpadas estão sendo proibidas de serem comercializadas (e não havendo mercado deixam de ser fabricadas) porque consomem mais energia.
É assombroso que tantos governos, inclusive o Brasil, possam adotar tais medidas.
O consumo de energia de lâmpadas incandescentes é ridículo se comparado com o consumido pelas indústrias com sistemas ineficientes de transformação. A escolha de consumir ou não mais energia deve ser do usuário e não do governo.
O que o governo pode fazer é investir em tecnologia ou até aumentar o preço da energia, mas nunca proibir que ela seja usada.
Existem muitas pessoas protestando contras as LFC mas a expectativa de substituir todas as lâmpadas do mundo gera um mercado tão grande que soterra tudo e todos que levantam bandeiras de alerta.
Bom, e a parte técnica?
As lâmpadas compactas usam um circuito eletrônico para seu funcionamento. Este circuito retira energia da rede elétrica em modo pulsado e não em modo contínuo como as lâmpadas incandescentes. Estes pulsos de consumo são de elevada corrente e podem causar distúrbios na rede elétrica e interferência em outros aparelhos eletrônicos.
Como elas precisam ser muito baratas (notadamente as famosas Made In China) os componentes usados tem qualidade baixa e duram pouco tempo. A vida útil destas lâmpadas só é alta quando compramos as mais caras, fabricadas por empresas que prezam pela qualidade. Muitas lâmpadas chinesas duram igual ou menos do que uma lâmpada incandescente.
Quanto ao único benefício que é a redução no consumo de energia, mais uma vez é preciso pensar no custo e não no preço. Considerando a baixa qualidade (e reduzida vida útil) de muitas marcas o preço delas começa a ficar próximo ou até a superar o preço da energia elétrica que foi economizada.
Não se pode simplesmente pegar os melhores números, como vida útil das lâmpadas de alta qualidade, o preço baixo das lâmpadas de baixa qualidade e o valor da energia elétrica consumida por cada tipo de lâmpada. Assim qualquer um poderia dizer que as lâmpadas compactas são mais baratas de modo geral.
Em um teste feito pelo INMETRO, empregando 11 marcas diferentes e 10 lâmpadas de cada marca, com duração (dos testes) de cerca de 2.000 horas foi observado que em algumas marcas 90% das lâmpadas haviam queimado. Apenas 4 marcas, das 11, não tiveram lâmpadas queimadas. Todas indicavam em suas embalagens de 5.000 a 10.000 horas de vida útil.
90% das lâmpadas queimaram após apenas 2.000 horas de uso !!
Finalmente, depois de 2.000 horas de uso a maioria das lâmpadas (que não queimaram) teve sua intensidade reduzida entre 60% e 84%. Ou seja, em bem menos que a metade da vida útil esperada a iluminação entregue por estas lâmpadas ficou bem menor que a esperada.
Nestes casos o que o público costuma fazer é substituir por outra (isso é até correto quando a iluminação de um ambiente cai abaixo do necessário, o que acarretaria dificuldades no trabalho ou leitura). Substituindo uma lâmpada compacta muito antes de sua vida útil reduz ainda mais os benefícios da economia de energia.
Uma lâmpada incandescente tem vida útil aproximada de 3.500 horas, ou seja, não muito diferente das LFCs. Se empregar uma incandescente de 200W e 220V em uma rede de 127V a potência cai para 60W mas a vida útil aumenta 5 vezes (ou 15.000 horas).
O que faz muitas lâmpadas incandescentes queimar antes desta vida útil é a alta corrente que passa pela lâmpada quando ela é ligada. Isso depende diretamente da instalação elétrica e quanto mais próximo o interruptor estiver da lâmpada maior poderá ser esta corrente ao ligar. Isso porque com fios longos a indutância é maior resultando em uma reatância maior no primeiro instante em que a corrente começa a circular. Reatância maior é como uma resistência maior e isso reduz a corrente elétrica no momento que a lâmpada é ligada.
O inconveniente da maior indutância é o aparecimento de arco voltaico nos contatos do interruptor na hora de desligar a lâmpada.
Evidentemente que a qualidade da lâmpada também faz diferença e filamentos com defeitos de fabricação, mesmo que imperceptíveis, vão reduzir a vida útil da lâmpada.
Quando a lâmpada é ligada o filamento está frio e sua baixa resistência elétrica permite passar uma corrente muito elevada. Alguns décimos de segundo depois o filamento já aqueceu e a resistência elétrica aumenta, reduzindo a corrente para o nível de consumo normal. Se o filamento estiver frágil esta alta corrente poderá ser suficiente para rompê-lo.
Agora, e a saúde?
Em pesquisas realizadas na Alemanha e Israel (cujos resultados são mais fáceis de achar na internet) estão demonstrando que as LFCs liberam substâncias carcinogênicas quando ligadas!!!
Além disso, seu modo de funcionar intermitentemente (por pulsos muito rápidos) pode causar dor de cabeça e até enjoo.
Continuando neste assunto, estas lâmpadas contém mercúrio e fósforo, além de chumbo e outros materiais tóxicos presentes nos componentes eletrônicos empregados em sua construção.
Sem um processamento adequado quando são jogadas fora o custo deste lixo superará facilmente a economia de energia. O próprio custo do processamento adequado já deve fazer os cálculos ficarem menos favoráveis.
Imagine quando todas as lâmpadas incandescentes (e neutras para a natureza) no mundo forem substituídas por fluorecentes compactas. São bilhões de lâmpadas com mercúrio e fósforo se acumulando em lixões mundo afora.
Os governos de todo o mundo provam, nesta adoção das lâmpadas fluorecentes compactas, serem profundamente imbecilizados ou a aceitarem indolentemente as benesses a eles dadas pelas empresas fabricantes destas lâmpadas.
Não vejo outra explicação além de ignorância ou lucro (ou ambos).
Os governos deviam investir no desenvolvimento de lâmpadas incandescentes mais eficientes e proibir, isto sim, as lâmpadas fluorescentes que poluem e causam danos à saúde.
Lâmpadas com LEDs prometem ser melhores mas elas também precisam de outros componentes eletrônicos e grande quantidade de plástico que podem poluir o ambiente quando são jogados no lixo.
Em resumo, não é porque as propagandas na TV ou do governo, ou mesmo porque outros países fazem uma coisa, que isso está certo ou que seja o melhor para nós.
Pesquise, conteste, pergunte!
Dê valor a sua vida e exija qualidade para ela!
Algumas fontes:
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/fluorescentes.asp
http://www.infowars.com/study-reveals-eco-bulbs-cause-cancer/
http://www.osram.com.br/osram_br/Ferramentas_&_Catlogos/Dvidas_Frequentes/Dvidas_Frequentes/Iluminao_Geral/Iluminao_incandescente_/index.html
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