O mito de suicídio em massa dos lêmingues parece melhor aplicável aos humanos.
Tenho a impressão que os humanos caminham para a morte com um olhar aparvalhado, a boca babando, mirando painéis publicitários e com um sentimento reconfortante de que havendo tantas outras pessoas fazendo a mesma coisa é porque estão certos!
Mais um passo! Mais outro passo e já já chegaremos lá! O paraíso está logo ali.
Tal como o mito do suicídio dos lêmingues os humanos caminham (alguns correm) direto para o precipício.
Com 7 bilhões de pessoas comendo, produzindo lixo, consumindo energia, não demora a chegar este paraíso... Sim, paraíso para o planeta que vai poder voltar ao seu equilíbrio depois que os humanos tiverem desaparecido. O aumento populacional somado ao consumo desequilibrado de energia e bens descartáveis nos leva a este fim.
Este consumo desmedido e o descaso com a quantidade de gente pipocando à nossa volta como se fossem lêmingues no cio está diretamente relacionado com o modo como vivemos e pensamos.
A seis séculos atrás os lêmingues na Noruega se multiplicavam tanto que cientistas afirmavam que caiam do céu, por parecerem surgir de um dia para o outro. A expansão das favelas não é apenas reflexo de uma economia tirânica mas principalmente de uma reprodução descontrolada.
Se você tem cerca de 30 anos ou mais deve lembrar quando não haviam computadores pessoais (PCs), nem celulares (nem mesmo os tijolões Motorola), nem internet pública (já havia mas só era usada em universidades e algumas empresas) e os carros não eram descartáveis.
Assim podes entender melhor o que vou comentar.
As necessidades de conforto e bem estar sempre existiram. O sonho da caverna própria deve existir no sangue humano desde o paleolítico. Mesmo sendo tão antiga a paixão humana de possuir bens vou mencionar os últimos 30 anos, quando tal necessidade era igualmente forte mas num período em que aconteceram grandes mudanças sociais e tecnológicas.
Então pergunto, como as pessoas de 30 anos atrás conseguiam concretizar estes sonhos sem celulares, redes sociais atrofiantes e carros de plástico?
Existem duas derivações a partir deste raciocínio. Uma é a competitividade e a outra é a fuga do anonimato. Vou discorrer sobre a última porque a primeira é, de fato, apenas um efeito causado pela outra. Isso porque os serem humanos só são competitivos porque querem ser melhores que os outros em alguma coisa que os permita sobressair nesta sopa social. A competitividade sempre existiu e com as ferramentas tecnológicas disponíveis acaba acelerando os processos estressantes do nosso dia a dia. Existe o mito de que tudo precisa ser feito rapidamente para aumentar a chance de poder superar alguém pessoalmente ou no comércio. A realidade é diferente pois os elementos do sucesso são a eficiência e a eficácia, não a velocidade. Muitas empresas enriquecem numa vida curta colocando produtos no mercado antes dos concorrentes. Em geral são belas porcarias compradas por pessoas incapazes de distinguir qualidade de novidade.
Mas estou desviando do fluxo proposto para este texto... pessoas ! Este é o foco do que escrevo.
Quando os computadores eram caros, a internet era lenta, as redes sociais não existiam, tudo funcionava do mesmo modo. Um pouco mais devagar mas do mesmo modo. As pessoas eram (e continuam a ser) simples números num sistema político canhestro, sem esperança de conseguirem mostrar suas cabeças acima da multidão caso não tivessem nascido com um talento especial como driblar adversários, cantar com voz agradável ou ter a sorte de ganhar numa loteria.
A popularização dos telefones celulares e seu acesso na internet permitiu que o desconhecido virasse alguém popular pelo menos dentro de um certo círculo social. Novamente os mais talentosos conseguiram ampliar o raio deste círculo mas mesmo os sem talento algum podem ser os primeiros a publicar uma foto no face book e assim ganham popularidade instantânea com seus contadores de "likes".
Alguns dizem que este comportamento é natural dos humanos e todos tem esta necessidade de serem notados. Isso sempre existiu e depois destes 30 anos de inovações tecnológicas este comportamento ficou tão evidente que acabou criando uma nova mídia publicitária.
Corrijo minha frase acima: os humanos lêmingues caminhando para a morte não olham para cartazes publicitários... olham para seus celulares.
A indolência dos humanos é tanta que em vez de procurarem e desenvolverem seus talentos (para assim aparecerem na sociedade) preferem a preguiça dos dedos correndo no celular para postar algo na rede social. É mais fácil. Dá menos trabalho para aparecer.
Tudo isso que escrevo é motivado pelo espanto de meus neurônios ao perceber a contradição em que todos vivem: as pessoas não suportam viverem solitárias, precisando da proteção e companhia dada pelo grupo, pela sociedade. Porém, todas tem uma necessidade viral de sobressaírem neste grupo como indivíduos e se puderem ser melhores que os outros, invejados pelos outros, farão de tudo para conseguir. Querem ser indivíduos notáveis mas não suportam viver como indivíduos.
Os humanos são animais muito estranhos e acho que não existe paralelo nas outras espécies deste planeta porque tal comportamento leva inexoravelmente à extinção.
Quem sabe você que está lendo isso seja mais um destes humanos indolentes.
Se for e tiver coragem suficiente para continuar lendo vais ganhar uns conselhos grátis. Sei que conselho bom não é de graça, mas gosto dos humanos e ofereço estes como doação:
- Eduque seus filhos para não dependerem de amigos e turmas de amigos. Que tenham amigos nos mais diversos círculos sociais. Amigos para um esporte; amigos para jogar xadrez; para jogar videogame; para discutir sobre livros; para assistir filmes que nenhum dos outros amigos topam assistir; amigos para estudar. Se possível, todos diferentes. Eduque seus filhos a não precisarem pertencer a uma tribo, pois já pertencem a uma raça que vive em um planeta. Amigos são importantes em toda a vida de uma pessoa. Porém, amigos são AMIGOS. Seus filhos não precisam se adaptar aos amigos ou às tribos. Seus filhos devem crescer sabendo que possuem a capacidade de se desenvolverem individualmente, sem depender da aprovação de ninguém. Se tiverem sorte conhecerão algum amigo que vai durar a vida toda. Mas este será um AMIGO e vai ajudá-lo a crescer sem exigir nada em troca.
- Leia. Leia muito. Tenha coragem de ler obras literárias que tragam informações que você não está habituado a conhecer. Não leia devaneios de quem procura explorar a psique humana. Livros de autoajuda, encontros românticos, religião ou comédia são inúteis. Você pode viver estas situações românticas, orar para seu deus, assistir uma peça teatral ou ir a um psicólogo. Não precisar ler. Faça estas coisas!
Para leitura escolha uma biografia, história, ciência ou até mesmo uma ficção que lhe permita motivar seus pensamentos e portanto ampliar a capacidade de superar seus limites.
- Troque seu celular por um básico. Use-o apenas para falar quando é necessário. Se possível esqueça-o em casa quando for sair.
- Use o computador como uma ferramenta e não como um celular de tela grande.
- Ouça música. Veja bem: MÚSICA ! Não qualquer mistura de sons e vozes. Música deve agradar a você e não ser um símbolo do que acredita ou do que quer mostrar a outras pessoas. Música é algo que se você escutar sozinho vai se sentir satisfeito.
- Faça as coisas devagar. Não lentamente, mas sim de modo calmo e pensando bem o que está fazendo. Seja cuidadoso. Faça tudo bem feito. Tenha orgulho de seu trabalho ou de suas ações. Não se preocupe em ser o primeiro em alguma coisa; em chegar em casa mais cedo; em não perder um programa de TV; em chegar rápido no restaurante para almoçar; em ser o primeiro a sair no fim do expediente.
Pegue o ônibus menos lotado, o metrô mais confortável. Caminhe mais por ruas menos poluídas. Caminhe devagar.
- Seja silencioso. Aprecie fazer coisas sem barulho. O silêncio te permite escutar e pensar.
- Durma menos. Não se cale quando vê algo errado. Aceite e aprenda quando estiver errado.
- Você não tem que ser melhor do que outra pessoa. Você tem que ser melhor do que você. Não aceite viver na mediocridade.
Pronto... já é uma boa coleção de conselhos. Teria mais alguns mas estes não dou de graça.
Seguindo todos ou um só vai chegar um momento em que tu vais começar a pensar.
Não se assuste! Os humanos nascem com esta capacidade mas ao longo de sua história acabaram esquecendo disso.
Os políticos, os gerentes e diretores nas empresas de todo o mundo, de todos os países, para assegurar seu poder procuram não estimular as pessoas a pensar.
Pensar é perigoso a eles porque quem pensa não fica limitado ao que faz. Segue em frente e supera os que preferem a indolência e mediocridade preguiçosa.
Humanos indolentes
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A indolência na aceitação das lâmpadas compactas
Por trás de um lobby assustadoramente complexo ou simplesmente aproveitando a ignorância das pessoas algumas empresas (e governos) riem de uma das mais novas idiotices no mercado: lâmpada fluorecente compacta - LFC.
Estas empresas unidas a uma mídia de inteligência medíocre conseguiu até proibir as lâmpadas incandescentes, não só neste nosso Brasil dos absurdos como nos países ditos de primeiro mundo ou muito desenvolvidos. Mais ainda, um sem número de "pesquisadores e cientistas" apoiam isso.
Antes de mencionar as burrices técnicas por trás das lâmpadas compactas existe um alerta: proibir um produto de ser comercializado cabe apenas quando o produto oferece risco à saúde pública. Uma lâmpada incandescente não polui por si. Seus componentes químicos são inertes e não causam danos na natureza ou riscos à saúde. Estas lâmpadas estão sendo proibidas de serem comercializadas (e não havendo mercado deixam de ser fabricadas) porque consomem mais energia.
É assombroso que tantos governos, inclusive o Brasil, possam adotar tais medidas.
O consumo de energia de lâmpadas incandescentes é ridículo se comparado com o consumido pelas indústrias com sistemas ineficientes de transformação. A escolha de consumir ou não mais energia deve ser do usuário e não do governo.
O que o governo pode fazer é investir em tecnologia ou até aumentar o preço da energia, mas nunca proibir que ela seja usada.
Existem muitas pessoas protestando contras as LFC mas a expectativa de substituir todas as lâmpadas do mundo gera um mercado tão grande que soterra tudo e todos que levantam bandeiras de alerta.
Bom, e a parte técnica?
As lâmpadas compactas usam um circuito eletrônico para seu funcionamento. Este circuito retira energia da rede elétrica em modo pulsado e não em modo contínuo como as lâmpadas incandescentes. Estes pulsos de consumo são de elevada corrente e podem causar distúrbios na rede elétrica e interferência em outros aparelhos eletrônicos.
Como elas precisam ser muito baratas (notadamente as famosas Made In China) os componentes usados tem qualidade baixa e duram pouco tempo. A vida útil destas lâmpadas só é alta quando compramos as mais caras, fabricadas por empresas que prezam pela qualidade. Muitas lâmpadas chinesas duram igual ou menos do que uma lâmpada incandescente.
Quanto ao único benefício que é a redução no consumo de energia, mais uma vez é preciso pensar no custo e não no preço. Considerando a baixa qualidade (e reduzida vida útil) de muitas marcas o preço delas começa a ficar próximo ou até a superar o preço da energia elétrica que foi economizada.
Não se pode simplesmente pegar os melhores números, como vida útil das lâmpadas de alta qualidade, o preço baixo das lâmpadas de baixa qualidade e o valor da energia elétrica consumida por cada tipo de lâmpada. Assim qualquer um poderia dizer que as lâmpadas compactas são mais baratas de modo geral.
Em um teste feito pelo INMETRO, empregando 11 marcas diferentes e 10 lâmpadas de cada marca, com duração (dos testes) de cerca de 2.000 horas foi observado que em algumas marcas 90% das lâmpadas haviam queimado. Apenas 4 marcas, das 11, não tiveram lâmpadas queimadas. Todas indicavam em suas embalagens de 5.000 a 10.000 horas de vida útil.
90% das lâmpadas queimaram após apenas 2.000 horas de uso !!
Finalmente, depois de 2.000 horas de uso a maioria das lâmpadas (que não queimaram) teve sua intensidade reduzida entre 60% e 84%. Ou seja, em bem menos que a metade da vida útil esperada a iluminação entregue por estas lâmpadas ficou bem menor que a esperada.
Nestes casos o que o público costuma fazer é substituir por outra (isso é até correto quando a iluminação de um ambiente cai abaixo do necessário, o que acarretaria dificuldades no trabalho ou leitura). Substituindo uma lâmpada compacta muito antes de sua vida útil reduz ainda mais os benefícios da economia de energia.
Uma lâmpada incandescente tem vida útil aproximada de 3.500 horas, ou seja, não muito diferente das LFCs. Se empregar uma incandescente de 200W e 220V em uma rede de 127V a potência cai para 60W mas a vida útil aumenta 5 vezes (ou 15.000 horas).
O que faz muitas lâmpadas incandescentes queimar antes desta vida útil é a alta corrente que passa pela lâmpada quando ela é ligada. Isso depende diretamente da instalação elétrica e quanto mais próximo o interruptor estiver da lâmpada maior poderá ser esta corrente ao ligar. Isso porque com fios longos a indutância é maior resultando em uma reatância maior no primeiro instante em que a corrente começa a circular. Reatância maior é como uma resistência maior e isso reduz a corrente elétrica no momento que a lâmpada é ligada.
O inconveniente da maior indutância é o aparecimento de arco voltaico nos contatos do interruptor na hora de desligar a lâmpada.
Evidentemente que a qualidade da lâmpada também faz diferença e filamentos com defeitos de fabricação, mesmo que imperceptíveis, vão reduzir a vida útil da lâmpada.
Quando a lâmpada é ligada o filamento está frio e sua baixa resistência elétrica permite passar uma corrente muito elevada. Alguns décimos de segundo depois o filamento já aqueceu e a resistência elétrica aumenta, reduzindo a corrente para o nível de consumo normal. Se o filamento estiver frágil esta alta corrente poderá ser suficiente para rompê-lo.
Agora, e a saúde?
Em pesquisas realizadas na Alemanha e Israel (cujos resultados são mais fáceis de achar na internet) estão demonstrando que as LFCs liberam substâncias carcinogênicas quando ligadas!!!
Além disso, seu modo de funcionar intermitentemente (por pulsos muito rápidos) pode causar dor de cabeça e até enjoo.
Continuando neste assunto, estas lâmpadas contém mercúrio e fósforo, além de chumbo e outros materiais tóxicos presentes nos componentes eletrônicos empregados em sua construção.
Sem um processamento adequado quando são jogadas fora o custo deste lixo superará facilmente a economia de energia. O próprio custo do processamento adequado já deve fazer os cálculos ficarem menos favoráveis.
Imagine quando todas as lâmpadas incandescentes (e neutras para a natureza) no mundo forem substituídas por fluorecentes compactas. São bilhões de lâmpadas com mercúrio e fósforo se acumulando em lixões mundo afora.
Os governos de todo o mundo provam, nesta adoção das lâmpadas fluorecentes compactas, serem profundamente imbecilizados ou a aceitarem indolentemente as benesses a eles dadas pelas empresas fabricantes destas lâmpadas.
Não vejo outra explicação além de ignorância ou lucro (ou ambos).
Os governos deviam investir no desenvolvimento de lâmpadas incandescentes mais eficientes e proibir, isto sim, as lâmpadas fluorescentes que poluem e causam danos à saúde.
Lâmpadas com LEDs prometem ser melhores mas elas também precisam de outros componentes eletrônicos e grande quantidade de plástico que podem poluir o ambiente quando são jogados no lixo.
Em resumo, não é porque as propagandas na TV ou do governo, ou mesmo porque outros países fazem uma coisa, que isso está certo ou que seja o melhor para nós.
Pesquise, conteste, pergunte!
Dê valor a sua vida e exija qualidade para ela!
Algumas fontes:
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/fluorescentes.asp
http://www.infowars.com/study-reveals-eco-bulbs-cause-cancer/
http://www.osram.com.br/osram_br/Ferramentas_&_Catlogos/Dvidas_Frequentes/Dvidas_Frequentes/Iluminao_Geral/Iluminao_incandescente_/index.html
Estas empresas unidas a uma mídia de inteligência medíocre conseguiu até proibir as lâmpadas incandescentes, não só neste nosso Brasil dos absurdos como nos países ditos de primeiro mundo ou muito desenvolvidos. Mais ainda, um sem número de "pesquisadores e cientistas" apoiam isso.
Antes de mencionar as burrices técnicas por trás das lâmpadas compactas existe um alerta: proibir um produto de ser comercializado cabe apenas quando o produto oferece risco à saúde pública. Uma lâmpada incandescente não polui por si. Seus componentes químicos são inertes e não causam danos na natureza ou riscos à saúde. Estas lâmpadas estão sendo proibidas de serem comercializadas (e não havendo mercado deixam de ser fabricadas) porque consomem mais energia.
É assombroso que tantos governos, inclusive o Brasil, possam adotar tais medidas.
O consumo de energia de lâmpadas incandescentes é ridículo se comparado com o consumido pelas indústrias com sistemas ineficientes de transformação. A escolha de consumir ou não mais energia deve ser do usuário e não do governo.
O que o governo pode fazer é investir em tecnologia ou até aumentar o preço da energia, mas nunca proibir que ela seja usada.
Existem muitas pessoas protestando contras as LFC mas a expectativa de substituir todas as lâmpadas do mundo gera um mercado tão grande que soterra tudo e todos que levantam bandeiras de alerta.
Bom, e a parte técnica?
As lâmpadas compactas usam um circuito eletrônico para seu funcionamento. Este circuito retira energia da rede elétrica em modo pulsado e não em modo contínuo como as lâmpadas incandescentes. Estes pulsos de consumo são de elevada corrente e podem causar distúrbios na rede elétrica e interferência em outros aparelhos eletrônicos.
Como elas precisam ser muito baratas (notadamente as famosas Made In China) os componentes usados tem qualidade baixa e duram pouco tempo. A vida útil destas lâmpadas só é alta quando compramos as mais caras, fabricadas por empresas que prezam pela qualidade. Muitas lâmpadas chinesas duram igual ou menos do que uma lâmpada incandescente.
Quanto ao único benefício que é a redução no consumo de energia, mais uma vez é preciso pensar no custo e não no preço. Considerando a baixa qualidade (e reduzida vida útil) de muitas marcas o preço delas começa a ficar próximo ou até a superar o preço da energia elétrica que foi economizada.
Não se pode simplesmente pegar os melhores números, como vida útil das lâmpadas de alta qualidade, o preço baixo das lâmpadas de baixa qualidade e o valor da energia elétrica consumida por cada tipo de lâmpada. Assim qualquer um poderia dizer que as lâmpadas compactas são mais baratas de modo geral.
Em um teste feito pelo INMETRO, empregando 11 marcas diferentes e 10 lâmpadas de cada marca, com duração (dos testes) de cerca de 2.000 horas foi observado que em algumas marcas 90% das lâmpadas haviam queimado. Apenas 4 marcas, das 11, não tiveram lâmpadas queimadas. Todas indicavam em suas embalagens de 5.000 a 10.000 horas de vida útil.
90% das lâmpadas queimaram após apenas 2.000 horas de uso !!
Finalmente, depois de 2.000 horas de uso a maioria das lâmpadas (que não queimaram) teve sua intensidade reduzida entre 60% e 84%. Ou seja, em bem menos que a metade da vida útil esperada a iluminação entregue por estas lâmpadas ficou bem menor que a esperada.
Nestes casos o que o público costuma fazer é substituir por outra (isso é até correto quando a iluminação de um ambiente cai abaixo do necessário, o que acarretaria dificuldades no trabalho ou leitura). Substituindo uma lâmpada compacta muito antes de sua vida útil reduz ainda mais os benefícios da economia de energia.
Uma lâmpada incandescente tem vida útil aproximada de 3.500 horas, ou seja, não muito diferente das LFCs. Se empregar uma incandescente de 200W e 220V em uma rede de 127V a potência cai para 60W mas a vida útil aumenta 5 vezes (ou 15.000 horas).
O que faz muitas lâmpadas incandescentes queimar antes desta vida útil é a alta corrente que passa pela lâmpada quando ela é ligada. Isso depende diretamente da instalação elétrica e quanto mais próximo o interruptor estiver da lâmpada maior poderá ser esta corrente ao ligar. Isso porque com fios longos a indutância é maior resultando em uma reatância maior no primeiro instante em que a corrente começa a circular. Reatância maior é como uma resistência maior e isso reduz a corrente elétrica no momento que a lâmpada é ligada.
O inconveniente da maior indutância é o aparecimento de arco voltaico nos contatos do interruptor na hora de desligar a lâmpada.
Evidentemente que a qualidade da lâmpada também faz diferença e filamentos com defeitos de fabricação, mesmo que imperceptíveis, vão reduzir a vida útil da lâmpada.
Quando a lâmpada é ligada o filamento está frio e sua baixa resistência elétrica permite passar uma corrente muito elevada. Alguns décimos de segundo depois o filamento já aqueceu e a resistência elétrica aumenta, reduzindo a corrente para o nível de consumo normal. Se o filamento estiver frágil esta alta corrente poderá ser suficiente para rompê-lo.
Agora, e a saúde?
Em pesquisas realizadas na Alemanha e Israel (cujos resultados são mais fáceis de achar na internet) estão demonstrando que as LFCs liberam substâncias carcinogênicas quando ligadas!!!
Além disso, seu modo de funcionar intermitentemente (por pulsos muito rápidos) pode causar dor de cabeça e até enjoo.
Continuando neste assunto, estas lâmpadas contém mercúrio e fósforo, além de chumbo e outros materiais tóxicos presentes nos componentes eletrônicos empregados em sua construção.
Sem um processamento adequado quando são jogadas fora o custo deste lixo superará facilmente a economia de energia. O próprio custo do processamento adequado já deve fazer os cálculos ficarem menos favoráveis.
Imagine quando todas as lâmpadas incandescentes (e neutras para a natureza) no mundo forem substituídas por fluorecentes compactas. São bilhões de lâmpadas com mercúrio e fósforo se acumulando em lixões mundo afora.
Os governos de todo o mundo provam, nesta adoção das lâmpadas fluorecentes compactas, serem profundamente imbecilizados ou a aceitarem indolentemente as benesses a eles dadas pelas empresas fabricantes destas lâmpadas.
Não vejo outra explicação além de ignorância ou lucro (ou ambos).
Os governos deviam investir no desenvolvimento de lâmpadas incandescentes mais eficientes e proibir, isto sim, as lâmpadas fluorescentes que poluem e causam danos à saúde.
Lâmpadas com LEDs prometem ser melhores mas elas também precisam de outros componentes eletrônicos e grande quantidade de plástico que podem poluir o ambiente quando são jogados no lixo.
Em resumo, não é porque as propagandas na TV ou do governo, ou mesmo porque outros países fazem uma coisa, que isso está certo ou que seja o melhor para nós.
Pesquise, conteste, pergunte!
Dê valor a sua vida e exija qualidade para ela!
Algumas fontes:
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/fluorescentes.asp
http://www.infowars.com/study-reveals-eco-bulbs-cause-cancer/
http://www.osram.com.br/osram_br/Ferramentas_&_Catlogos/Dvidas_Frequentes/Dvidas_Frequentes/Iluminao_Geral/Iluminao_incandescente_/index.html
Um começo não indolente
Indolente no dicionário português significa apático, indiferente, descuidado.
Neste blog, que por sinal é minha primeira experiência deste tipo, escreverei sobre assuntos controversos que muita gente desconhece, não se importa ou faz questão de defender o lado ruim porque tem algum benefício ao fazer isso.
Aliás, muitos humanos são motivados unicamente para obter benefícios. Alguns chegam a lembrar bactérias que procuram extrair o máximo de alimento ou energia do seu redor sem perceber que o lugar onde vivem é finito assim como os recursos disponíveis. Chegam a um ponto que consomem tudo e logo depois morrem de fome.
Nem poderia classificar tais humanos como animais porque existem muitos animais e até insetos que, em sua conhecida irracionalidade, guardam alimentos ou desenvolvem eco sistemas produtivos que asseguram o sustento em momentos difíceis.
Para muitas pessoas o que importa é o benefício imediato que algum produto ou ação pode trazer, sem pensar nas consequências.
Tudo, absolutamente tudo, tem um custo que deve ser pago por alguém em algum momento do futuro próximo ou distante.
Importante: não confundir custo com preço. Preço é o que se paga usando uma moeda cujo valor é estabelecido por convenções humanas. Custo é a quantidade de alguma coisa que se deve dar em troca de outra.
Dizem que latas de alumínio são recicláveis e por isso são boas para o ambiente. Sabem quanto o alumínio realmente custa?
Para fabricar 1Kg de alumínio é necessário 15KWh de energia. Para reciclar o mesmo peso de alumínio gasta-se cerca de 0,8KWh de energia. Isso parece bom, porém se usarmos vidro em vez de alumínio o custo para o ambiente é muito menor: 1Kg de vidro precisa de apenas 1,25KWh de energia para ser fabricado e de 0,14KWh para ser reciclado.
Considerando uma proporção de 20% de material fabricado e 80% de reciclado temos uma relação de custo de 10 vezes entre vidro e alumínio.
Em 2004 somente as fábricas de processamento de alumínio consumiram 6,4% de toda a energia produzida no Brasil.
Se apenas 50% dos vasilhames de alumínio (como latas de refrigerante e cervejas) fossem substituídos por vidro o gasto de energia no Brasil para processar alumínio cairia para 3,8%. Seria uma economia de 60% em apenas um setor.
Claro que usar vidro tem desvantagens logísticas. As latas de alumínio ocupam menos espaço, são mais leves e são menos frágeis. O custo do espaço de armazenamento e do transporte seria maior o que tornaria o produto final um pouco mais caro, talvez alguns centavos a mais.
Então, nesta minha primeira postagem pergunto: os indolentes humanos estariam dispostos a pagar uns centavos a mais e gastar mais espaço para guardar suas garrafas em troca de menos danos ao ambiente causados pelo aumento da planta de geração de energia no país? Ou preferem a comodidade de empilhar muitas latas de cerveja na geladeira sem precisar pensar no custo disso?
Apesar do evidente benefício a longo prazo de usar garrafas de vidro em vez de alumínio o mundo todo faz propaganda favorável ao alumínio.
Quem ganha com a produção de alumínio no Brasil e no mundo?
Algumas fontes:
http://www.slideshare.net/deboraquimica1/vidros-origem-fabricao-aplicao-e-reciclagem-7286051
http://aluminio.wordpress.com/impactos-e-remediacoes/consumo-de-energia/
Neste blog, que por sinal é minha primeira experiência deste tipo, escreverei sobre assuntos controversos que muita gente desconhece, não se importa ou faz questão de defender o lado ruim porque tem algum benefício ao fazer isso.
Aliás, muitos humanos são motivados unicamente para obter benefícios. Alguns chegam a lembrar bactérias que procuram extrair o máximo de alimento ou energia do seu redor sem perceber que o lugar onde vivem é finito assim como os recursos disponíveis. Chegam a um ponto que consomem tudo e logo depois morrem de fome.
Nem poderia classificar tais humanos como animais porque existem muitos animais e até insetos que, em sua conhecida irracionalidade, guardam alimentos ou desenvolvem eco sistemas produtivos que asseguram o sustento em momentos difíceis.
Para muitas pessoas o que importa é o benefício imediato que algum produto ou ação pode trazer, sem pensar nas consequências.
Tudo, absolutamente tudo, tem um custo que deve ser pago por alguém em algum momento do futuro próximo ou distante.
Importante: não confundir custo com preço. Preço é o que se paga usando uma moeda cujo valor é estabelecido por convenções humanas. Custo é a quantidade de alguma coisa que se deve dar em troca de outra.
Dizem que latas de alumínio são recicláveis e por isso são boas para o ambiente. Sabem quanto o alumínio realmente custa?
Para fabricar 1Kg de alumínio é necessário 15KWh de energia. Para reciclar o mesmo peso de alumínio gasta-se cerca de 0,8KWh de energia. Isso parece bom, porém se usarmos vidro em vez de alumínio o custo para o ambiente é muito menor: 1Kg de vidro precisa de apenas 1,25KWh de energia para ser fabricado e de 0,14KWh para ser reciclado.
Considerando uma proporção de 20% de material fabricado e 80% de reciclado temos uma relação de custo de 10 vezes entre vidro e alumínio.
Em 2004 somente as fábricas de processamento de alumínio consumiram 6,4% de toda a energia produzida no Brasil.
Se apenas 50% dos vasilhames de alumínio (como latas de refrigerante e cervejas) fossem substituídos por vidro o gasto de energia no Brasil para processar alumínio cairia para 3,8%. Seria uma economia de 60% em apenas um setor.
Claro que usar vidro tem desvantagens logísticas. As latas de alumínio ocupam menos espaço, são mais leves e são menos frágeis. O custo do espaço de armazenamento e do transporte seria maior o que tornaria o produto final um pouco mais caro, talvez alguns centavos a mais.
Então, nesta minha primeira postagem pergunto: os indolentes humanos estariam dispostos a pagar uns centavos a mais e gastar mais espaço para guardar suas garrafas em troca de menos danos ao ambiente causados pelo aumento da planta de geração de energia no país? Ou preferem a comodidade de empilhar muitas latas de cerveja na geladeira sem precisar pensar no custo disso?
Apesar do evidente benefício a longo prazo de usar garrafas de vidro em vez de alumínio o mundo todo faz propaganda favorável ao alumínio.
Quem ganha com a produção de alumínio no Brasil e no mundo?
Algumas fontes:
http://www.slideshare.net/deboraquimica1/vidros-origem-fabricao-aplicao-e-reciclagem-7286051
http://aluminio.wordpress.com/impactos-e-remediacoes/consumo-de-energia/
Assinar:
Postagens (Atom)